Hoje, 10 de Março, o Porto do Lobito encerrou as actividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 deste mês, com um evento especial que reuniu mulheres portuárias para reflectir sobre temas relevantes como maternidade e carreira.
O chá realizado no Jango da Restinga do Lobito teve como principal foco discutir questões que envolvem a equidade de género, discriminação, assédio e os preconceitos enfrentados pelas mulheres em ambientes de trabalho tradicionalmente dominados por homens.
Este evento faz parte das comemorações dos 97 anos de existência do Porto do Lobito, cuja data de fundação será celebrada no próximo dia 24.
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A cerimónia contou com a presença da Directora Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana, Elizabeth Assunção João, que prestigiou o encontro.
Celso Rosas, presidente do Conselho de Administração, deu início ao evento com um discurso que enfatizou a importância da equidade de género no ambiente portuário, e ressaltou a necessidade de valorizar o trabalho feminino, reconhecendo os direitos laborais das mulheres, muitas vezes negligenciados.
Celso Rosas reconheceu a diversidade e profundidade dos seus papéis na sociedade. “Como mãe, a mulher é um pilar fundamental; a sua capacidade de amar, educar e proteger molda futuras gerações. Cada gesto carinhoso, cada palavra de encorajamento, torna-se uma semente que florescerá ao longo da vida”.
Durante o seu discurso, Celso Rosas fez um apelo às presentes, incentivando-as a lutar pelos seus direitos e a se esforçar para alcançar posições de destaque, com base no mérito e na competência, fundamentais para uma verdadeira transformação no local de trabalho.
As discussões foram mediadas por um painel de especialistas em psicologia que incluiu Cipriana Calengue, Sofia Ribeiro, Isabel Correia e Ana Quinene, esta última presidente da Comissão de Ética e Sustentabilidade do Porto do Lobito.
As psicólogas conduziram o debate abordando a meritocracia, os desafios que as mulheres enfrentam na conciliação entre a maternidade e a vida profissional, bem como a necessidade de promover um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso.
Os diálogos estabelecidos durante o encontro foram profundamente enriquecedores, permitindo que as participantes compartilhassem as suas experiências e dificuldades.
As discussões evidenciaram a urgência de criar espaços de diálogo aberto e franco onde questões relativas à mulher no mercado de trabalho possam ser discutidas, visando não apenas sensibilizar, mas também propor soluções práticas que promovam igualdade e respeito.
No final do evento, cada participante recebeu brindes simbólicos e uma rosa, uma forma de reconhecimento pelo seu compromisso e dedicação ao trabalho no Porto do Lobito. Esta leitura das vivências femininas no contexto laboral reforçou a ideia de que a luta pela igualdade de género vai além de eventos comemorativos; ela deve permear todas as acções institucionais.
O evento demonstrou que a construção de um ambiente de trabalho inclusivo, justo e respeitoso depende da união e do esforço conjunto de todos os seus membros.
Ao abordar questões que afectam directamente as mulheres, o Porto do Lobito não apenas contribui para o avanço da equidade de género na sua estrutura, mas também estabelece um modelo a ser seguido por outras instituições.
Participaram desta actividade, Administradores executivos e não-executivos, directores, assessores e convidados.
GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO PORTO DO LOBITO