{"id":16074,"date":"2018-03-07T11:39:46","date_gmt":"2018-03-07T11:39:46","guid":{"rendered":"https:\/\/portodolobito.co.ao\/novo\/?p=16074"},"modified":"2018-03-07T11:39:46","modified_gmt":"2018-03-07T11:39:46","slug":"cfb-abre-porta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portodolobito.co.ao\/novo\/cfb-abre-porta\/","title":{"rendered":"CFB &#8220;abre porta&#8221; \u00e0 competitividade econ\u00f3mica africana"},"content":{"rendered":"<p>Os pa\u00edses da regi\u00e3o austral de \u00c1frica sem acesso ao mar e outros j\u00e1 podem transportar recursos minerais, produtos e mercadorias, com a retoma hoje (segunda-feira), da circula\u00e7\u00e3o entre os Caminhos-de-Ferros de Benguela (CFB) e a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo (SNCC).<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria-prima e outros produtos produzidos entre os pa\u00edses da SADC, bloco econ\u00f3mico e pol\u00edtico, podem, igualmente, chegar ao mundo devido \u00e0 conex\u00e3o global com o porto do Lobito, cidade benguelense, litoral de Angola, que alberga a sede do CFB.<\/p>\n<p>As primeiras mil toneladas de concentrado de mangan\u00eas explorado nas minas de Kisenge, prov\u00edncia congolesa de Katanga, a serem transportados atrav\u00e9s do CFB a partir do Luau, nesta segunda-feira (5), 34 anos depois, \u00e9 o exemplo da sua efic\u00e1cia e concretiza\u00e7\u00e3o da meta do Governo angolano.<\/p>\n<p>Como se sabe, os CFB iniciam no Lobito (Benguela), litoral angolano, passando pelo Huambo e Bi\u00e9 (centro), terminando no Luau (Moxico), num percurso de 1344 quil\u00f3metros at\u00e9 a fronteira com a SNCC.<br \/>\n\u00c9 justamente num centro de converg\u00eancia com a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo, na cidade capital da prov\u00edncia congolesa de Katanga, o Lubumbashi, localizada a Sudeste do pa\u00eds (RDCongo).<br \/>\nAtrav\u00e9s desta liga\u00e7\u00e3o conhecida internacionalmente por \u201cCorredor do Lobito\u201d, pode-se chegar \u00e0 Z\u00e2mbia, deste a Mo\u00e7ambique e \u00e0 Dar es Salaam, na Tanz\u00e2nia, junto ao oceano \u00cdndico, podendo ligar \u00e0 \u00c1frica do Sul, tornando-se numa rede ferrovi\u00e1ria transcontinental.<\/p>\n<p>Esse movimento dar\u00e1 mais empregos ao povo desta regi\u00e3o e possibilidades de escolha aos pa\u00edses exportadores, podendo privilegiar vias-f\u00e9rreas de f\u00e1cil acesso, proximidade e custos menos onerosos.<br \/>\nIsso deixa Angola numa posi\u00e7\u00e3o vantajosa em termos competitivos face ao seu desempenho e safra, antes da paralisa\u00e7\u00e3o do CFB, em que j\u00e1 possu\u00eda clientes fi\u00e9is, no caso concreto a RDC e a Z\u00e2mbia, podendo atrair outros.<br \/>\nRDC e a Z\u00e2mbia ter\u00e3o, no Porto do Lobito, a plataforma para fazer chegar os min\u00e9rios para \u00c1sia, Europa e Am\u00e9ricas do Sul e do Norte.<br \/>\nContudo, \u00e9 um desejo que os governos de Angola, RDC e Z\u00e2mbia preconizavam por constituir uma alavanca para a economia destas tr\u00eas na\u00e7\u00f5es, mas, sobretudo, dos dois pa\u00edses sem acesso ao mar.<br \/>\nA RDC sente-se, assim, aliviada, depois de 34 anos estar a percorrer milhares de quil\u00f3metros para o seu mineiro chegar a Mo\u00e7ambique, \u00c1frica do Sul ou \u00e0 Tanz\u00e2nia e poder exportar fora do continente.<br \/>\nAo usar o CFB e o Porto do Lobito, a RDC e a Z\u00e2mbia passar\u00e3o a escoar os seus min\u00e9rios de forma mais econ\u00f3mica e com menos custos em termos log\u00edsticos.<\/p>\n<p>Para diminuir ainda mais custos, a Z\u00e2mbia pode deixar de depender da SNCC, caso materialize o seu desejo de ligar ao CFB a partir do munic\u00edpio do Luacano (antes do Luau), prov\u00edncia do Moxico, e ligar \u00e0s minas de Kansanshi, Lumwana e Kalumbila, na regi\u00e3o de Chingola.<br \/>\nQuem sair\u00e1 a ganhar s\u00e3o justamente as empresas mineiras da regi\u00e3o Norte da Z\u00e2mbia, bem como os fornecedores de servi\u00e7os, ter\u00e3o acesso r\u00e1pido e f\u00e1cil a infra-estruturas portu\u00e1rias, a fim de poder exportar os seus produtos.<\/p>\n<p>A ligar a \u00c1frica l\u00e9s-a-l\u00e9s, ao atravessar a \u00c1frica Austral, o Lobito det\u00e9m \u201cum corredor transnacional\u201d constitu\u00eddo n\u00e3o s\u00f3 pelo CFB, mas pela Estrada Nacional paralela a linha f\u00e9rrea, que quando reabilitada, no futuro ligar\u00e1 as prov\u00edncias deste corredor (Benguela, Huambo, Bi\u00e9 e Moxico).<br \/>\nO corredor \u00e9 ainda suportado pela Estrada Nacional 230 que inicia em Luanda (passa pelo Bengo, Kwanza Norte, Malanje, Lunda Norte e Lunda Sul) e termina no munic\u00edpio fronteiri\u00e7o do Luau, curiosamente, a \u201cporta de entrada e a ponta\u201d do CFB, detendo a 67\u00aa esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, \u00faltima no oriente do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O aeroporto general Sapilinha Sambalanga, ainda inoperante apesar de ser inaugurado em 2015, e um porto seco a ser constru\u00eddo no Luau, completam o eixo de circula\u00e7\u00e3o e de infra-estruturas que sustentaram a capacidade industrial de Angola para se impor e competir como zona de com\u00e9rcio livre na SADC.<br \/>\nO programa de reabilita\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o do CFB, num percurso de mil e 344 quil\u00f3metros de linha f\u00e9rrea, compreendeu ainda a constru\u00e7\u00e3o de 67 esta\u00e7\u00f5es entre especiais, de primeira e de segunda classes, reabilitadas oficinas e adquirido material circulante e a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas centros de forma\u00e7\u00e3o profissional, que tamb\u00e9m podem estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades congolesas e da SNCC. ANGOP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pa\u00edses da regi\u00e3o austral de \u00c1frica sem acesso ao mar e outros j\u00e1 podem transportar recursos minerais, produtos e mercadorias, com a retoma hoje (segunda-feira), da circula\u00e7\u00e3o entre os Caminhos-de-Ferros de Benguela (CFB) e a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo (SNCC). 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